Dê uma chance ao seu lado psicodélico. Nem que seja por alguns poucos dias, deixe que a loucura floresça dentro de ti por completo, de corpo e alma - muita alma. Permita-se acordar de bom-humor e escovar os dentes com creme dental infantil sabor uva. Vá ao colégio de casaco e cachecol em um dia de Sol escaldante, afinal, está tudo tão frio aí dentro, não é? Enfrente seu professor de Física quando o mesmo insistir em dizer que fará uma grande diferença na sua vida o fato de você saber que a velocidade de propagação de uma onda eletromagnética é igual à sua frequência multiplicada pela lâmbida. Converse sobre sexo. Já passou da época em que falar a respeito de sexualidade era um tabu. Pinte o seu cabelo de papel crepom verde-limão e as unhas de roxo. Mesmo que você seja homem. Ria alto e ridiculamente o suficiente para atrair olhares. Xingue seu amigo e demonstre todo o seu afeto por esse idiota que está contigo em todos os momentos. Abrace um desconhecido, na rua. Quem foi que disse que precisamos ser íntimos para dar significância a um ato tão singelo? Coloque seus fones de ouvido no último volume e cante tão alto quanto conseguir. Provavelmente alguém fará o favor de lançar uma piadinha sem-graça sobre estragar a música com sua voz esganiçada ou algo assim. Mande calar a boca. Prepare a água pra cozinhar o miojo e coma metade cru. Acabe com a barra de chocolate caríssima que seu pai comprou pro seu irmãozinho mais novo. Aquela peste…Escreva tudo o que está sentindo de canetinha hidrocor na porta do seu quarto. Sorria enquanto seca suas lágrimas e permita-se derramá-las sem medo. Conte seus problemas amorosos para o caixa do supermercado, recuse o “boa tarde” do seu vizinho, no elevador e faça fofoca sobre a vadia da sua sala. Tome logo a atitude de se declarar para o seu amor. Ouça música enquanto toma banho com shampoo antialérgico de bebê. Seja louco. Por uns, dias, meses ou eternamente…Que mal tem?

- pseudo-coracao

O mundo está cheio de pessoas vazias. Café-da-manhã de microondas, maquiagem no rosto, creme dental clareador, bateria do celular carregada e mais um “bom dia” falso para o vizinho no elevador. Eu não me importo com o seu dia e você também não se importa com o meu. O vendedor de pipoca arrisca um sorriso, mas não é retribuído. A senhora da floricultura esbanja simpatia ao perguntar como eu estou, mas recebe uma resposta um tanto ríspida. Ao meu lado mamãe tagarela sobre algo que, obviamente, eu não quero saber. Será que é tão difícil assim entender que eu não gosto de conversar às seis horas da manhã? Chego no colégio com fones de ouvido e a expressão mais carrancuda que sou capaz. As garotas do grupo “somos-lindas-e-desejadas” já soltam gritinhos estridentes enquanto perdem seu tempo falando sobre revista adolescente, esmalte de purpurina e algum garoto qualquer. É lamentável o modo como essas moças esquecem o cérebro em casa! Não faço esforço algum para ser simpática com ninguém. Quero deixar bem claro minha insatisfação por ter o sono interrompido para vir à esse lugar. Pra quê estudar se fulaninha é mais bonita que eu e conseguirá ganhar dinheiro por sua beleza sem esforço algum? Pra quê perder meu tempo decorando fórmulas de Física se o garoto rico da turma ao lado sempre será mais valorizado que eu? Enquanto “beleza” e dinheiro forem mais importantes que caráter e esforço, eu prefiro dormir. Nos corredores de qualquer lugar onde há circulação de pessoas podemos ouvir reclamações sobre o preço do alface, lamentos de um coração apaixonado, bizarrices de crianças atentadas, grosserias de um pai estressado, palavrões de garotos ridículos e frescuras de garoas fúteis. Mas não se ouve ninguém falando sobre o real sentido da vida. Ao contrário do que muita gente pensa, não nascemos apenas para estudar, trabalhar e ter uma vida bem sucedida. Nós nascemos para brincar e aproveitar a inocência da infância, para aproveitar e confiar nas amizades de nossa adolescência, para se esforçar e amar quando adulto e, finalmente, para compartilhar tudo o que aprendemos quando envelhecemos! Estão interpretando a vida de forma errada. Crianças são feitas de gritaria e chocolate e precisam brincar, se sujar, brigar, cair e dançar. Adolescentes são feitos de confusões e diversão. Têm que se apaixonar e sofrer, errar, estudar e sorrir. Adultos são feitos de amor e responsabilidade. Devem amar, formar uma família, trabalhar com prazer e garantir felicidade ao lar. E idosos são feitos de sabedoria e respeito. Eles contam, ensinam, palpitam e pedem um copo d’água. É assim que as coisas funcionam! Menininhas de quatro anos não deveriam estar dançando funk e sofrendo por amor. Jovem nenhum deveria se cortar por problemas de auto-estima. Nenhum adulto deveria se esquecer de respeitar o próximo. E idosos não poderiam se aproveitar da idade para cometer erros sem serem punidos. Mas é assim que o mundo está: vazio de amor, carinho e fé! Pessoas logo se entregam à qualquer probleminha no cotidiano e afirmam “minha vida é uma merda” sem ao menos se lembrar daquela criança que luta no hospital de câncer! Meninas se matam por garotos sem parar para pensar no amor de sua família! Meninos só pensam em sexo. Beijar virou brincadeira, amor virou lenda! Ninguém pode expressar sua opinião sem ser julgado e criticado. Todo mundo perdeu o respeito por si mesmo, pelo próximo e pela natureza, principalmente. Quem disse que você é superior à alguém a ponto de fazê-lo sofrer? Em meio a tanta poluição, sofrimento desnecessário e caos, as pessoas esqueceram do real sentido da vida. Nós nascemos para amar, aprender e sorrir! Decepções e erros fazem parte na hora de constituir nosso caráter e dignidade…Mas, por quê estou falando isso? As pessoas estão ocupadas demais parar ler um desabafo randômico sobre a frieza e a futilidade do mundo. E mais uma vez eu terei que engolir minha revolta e aceitar que sou apenas uma mente doentia querendo solucionar os problemas de uma sociedade caótica perdida.

- O mundo é fútil e vazio (pseudo-coracao)

Vivemos em uma realidade de adultos versus adolescentes. Como qualquer adolescente, já fui tachada como “inútil” inúmeras vezes e sou obrigada a conviver com o preconceito durante vinte e cinco horas de cada dia da minha vida. É como uma overdose de desrespeito e humilhação, e tudo isso pelos seguintes motivos: opa, que motivos? Assim como noventa e nove por centro dos jovens de hoje em dia, eu acordo cedo com a cara amassada, cabelo bagunçado e um mal humor ácido que faz com que eu tenho náuseas a cada vez que alguém dirige alguma palavra para mim às cinco e meia da manhã! Encaro o espelho e tenho que lidar, tomada por desgosto, com a minha aparência fora-dos-padrões-de-beleza-da-sociedade. Aliás, meus queridos adultos, vocês fazem uma mínima ideia do quanto é difícil fazer parte de uma geração onde absolutamente tudo pode ser - e sempre é - julgado? Sim, nós geralmente estamos de cara amarrada. Ah, fala sério! Onde foi que eu assinei me comprometendo a estar feliz o tempo todo? Não sou obrigada a sorrir só porque eu não trabalho, não pago contas e não tenho uma família para sustentar. Afinal, eu estudo e ajudo minha mãe com serviços domésticos. É pouco? Sim, mas é o que eu posso fazer. Mas, ao contrário do que vocês pensam, os “aborrecentes” também ficam felizes, até mesmo com as coisas mais simples! Poder dormir até mais tarde, almoçar a comida favorita, passar a tarde com os amigos, aprender a cantar a nova música da banda que amamos, conseguir tirar uma nota boa, ler um bom livro, beijar a paixão de nossas vidas, fazer idiotices, assistir um desenho animado nostálgico, passar o dia na internet…Hum, esse é o principal problema. Que filho nunca ouviu um sermão da mãe sobre você-só-fica-nesse-computador? Nós passamos tempo ilimitado na internet porque nela encontramos, além de uma infinidade de formas de nos divertirmos, pessoas que nos aceitam e nos fazem bem! Há muitas amizades e amores verdadeiros que só se tornaram possíveis pela internet. Existem muitos perigos, lógico, mas não é só isso! E então dizem “na minha época adolescentes faziam isso e aquilo”…É tão difícil assim entender que a “sua época” já passou, os tempos mudaram e hoje em dia tudo é absurdamente diferente? Jovens da atualidade não são piores só porque não se comportam como vocês se comportavam na juventude de vocês, caros adultos, afinal, não podemos parar no tempo, não é mesmo? Vocês nos criticam como se nunca tivessem passado por essa fase da vida. Será que, quando nos tornamos adultos, simplesmente esquecemos de todas as confusões da juventude? Será que todas as notas baixas, paixões platônicas, amizades falsas, lágrimas derramadas, crises de autoestima e nhé nhé nhé são excluídos do nosso cérebro assim, de uma hora para a outra? Creio que não. A realidade é que é muito mais fácil menosprezar um adolescente por seu erros e por ter hábitos diferentes aos de mil novecentos e minha avó era virgem, do que valorizar as coisas boas feitas pelos mesmos! Hoje em dia, grande parte da ciência, literatura popular - no Tumblr, por exemplo - projetos sociais e ótimas classificações em concursos são fruto do talento e dedicação de jovens. Não posso negar que grande parte de nós se afundou em caos: tudo gira em torno de sexo, drogas, bebida e desrespeito! O amor e a amizade estão ameaçados de extinção, qualquer probleminha é desculpa para perfurar veias e a única responsabilidade e comprometimento é beijar o máximo de bocas possível em uma só noite. Além disso, ainda há aquela palavra que vem se tornando cada vez mais popular, o tal “bullying”! Enfim, como tudo na vida, adolescentes têm seus defeitos e suas qualidades. Mas vocês, adultos, só enxergam o pior. E julgam, criticam, humilham, reclamam até nos deixarem deprimidos. E não, não é drama, tempestade em copo d’água ou sei lá o quê! Mas nós somos sensíveis…Fazemos quase tudo errado, temos milhões de defeitos e decepcionamos muita gente, mas sabe? Também merecemos amor e respeito, carinho e liberdade de expressão! Merecemos um pouquinho de compreensão porque também não somos culpados por essa fase conturbada pela qual estamos passando. Talvez seja melhor trocar o esporro de todos os dias no filho adolescente por uma conversa animada e, ao invés de criticar sem saber de nada, procurar estabelecer uma amizade saudável, que tal? Esse blá blá blá todo, na realidade, foi uma súplica - em nome dos jovens - para que vocês, adultos, pensem duas vezes antes de triturar nossos coração e esgotarem nossa paciência com todas essas reclamações e esse desprezo. E, por favor: res-pei-to! Afinal, como exigem que sejamos respeitosos com vocês se nos tratam como lixo humano?

— Adolescente também é humano, né? (pseudo-coração)

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Eu sou assim mesmo. Quando me dou conta já falei. Já magoei, machuquei e afastei.
Querido John     (via cold-bitch)
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Você diz que é humilde, mas se exibe quando compra uma roupa de maior valor. Você diz que não liga pra beleza, mas passa maquiagem para se sentir bem. Você adora o frio, mas sempre põe um moletom pra ficar quente. Você acha estranho pessoas que cheiram mal, mas tem preguiça de tomar banho. Você odeia gente melosa, mas não cansa de dizer que ama alguém. Você adora o calor das praias, mas liga o ventilador pra não soar. Você se sente um lixo quando começa a chorar, mas se chateia com qualquer coisinha. Você se acha melhor que todas as pessoas, mas sempre comete o mesmo erro.
William Shakespeare (via segredo-infinito)

VOCÊS QUE FALAM PALAVRÃO: VÃO TOMA NO CU, SEUS FILHO DA PUTA, BOCA SUJA DO CARALHO.

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— Me devolve!
— O quê?
— O amor próprio que eu perdi quando você resolveu aparecer na minha vida.
Luana Rabello, yoursuffix. (via yoursuffix)
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No fundo, mesmo lendo tanto, pensando tanto e filosofando tanto, a gente gosta mesmo é de quem é simples e feliz. A gente não se apaixona por quem vive reclamando e amassando jornais contra a parede. A gente se apaixona por esses tipinhos banais que vivem rindo. E a gente se pergunta: que é que ele tem que brilha tanto? Que é que ele tem que quando chega ofusca todo o resto?
Tati Bernardi  (via ruadasaudade)

Otimista: Só faltam 30 degraus. Pessimista: Ainda faltam 30 degraus. Eu: Vou de elevador.

É raro você ir embora e alguém ir atrás de você.

Não deixe que alguém, lhes diga que vocês devem ser felizes com o que têm. Sempre há mais, e não existe motivo para que vocês não tenham tudo.
Blair Waldorf
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Traded my emotions
... for a contract to commit!